Pepe Mujica

Pepe Mujica e a conversa com Wemerson

Em 2021, Pepe Mujica gravou uma resposta ao conto “Salve a Vida”, seis anos depois de visitar as Cataratas do Iguaçu. Na ocasião, o vídeo foi registrado em seu escritório, na chácara onde vive no Uruguai. O vídeo nasceu da continuidade de uma conversa iniciada durante a visita às Cataratas. Anos depois, o conto “Salve a Vida” chegou às suas mãos e inspirou a gravação.

O vídeo nasceu da continuidade de uma conversa iniciada durante a visita de Pepe Mujica às Cataratas do Iguaçu. Anos depois, o conto “Salve a Vida” chegou às suas mãos e inspirou a gravação.

PEPE MUJICA GRAVA RESPOSTA AO CONTO “SALVE A VIDA”

Clássico escritório na chácara de Pepe Mujica. Local onde gravou o vídeo. Crédito Huguito.

PEPE MUJICA NAS CATARATAS DO IGUAÇU

Capa do jornal La República sobre a resposta em vídeo de Pepe Mujica ao conto "Salve a Vida" do jornalista Wemerson Augusto

A resposta de Pepe Mujica ao conto “Salve a Vida” também repercutiu no Uruguai. A história foi publicada pelo jornal La República, com a manchete: “A emotiva resposta do uruguaio Pepe Mujica ao jornalista das Cataratas do Iguaçu, que lhe dedicou um conto”.

Texto de Gustavo Carabajal para o Jornal La República, Uruguai.
Texto de Gustavo Carabajal para o Jornal La República, Uruguai.

A seguir, compartilho o texto que inspirou o vídeo que Pepe Mujica gravou.

¡Viva la vida!

No sabemos quién es que viene de allá. Ni sabemos quién viene de aquí. Muchas veces vemos a personas peleándose. Todas tienen razón o todas no la tienen. A veces son solo hinchas, que se olvidan de los principios de humanidad.

Sabemos muy poco o casi nada de la lucha y de la historia de las personas. Nos equivocamos al etiquetar a una persona o situación por un color. Nos olvidamos de preguntar si es justo, humano o digno.

Pepe Mujica durante visita às Cataratas do Iguaçu, em 2015. Fotografia: Santi Carnieri
Pepe Mujica durante visita às Cataratas do Iguaçu, em 2015. Fotografia: Santi Carnieri

TRECHO DO CONTO “SALVE A VIDA” EM PORTUGUÊS

Sabemos muito pouco ou quase nada da luta e da história das pessoas. Erramos por etiquetar a pessoa ou situação por uma cor, esquecemos de perguntar se é justo, humano, digno.

Erramos por não gostar de amarelo. Erramos por não gostar de verde. Erramos por não gostar de vermelho. Erramos por não gostar de azul. Erramos por ignorar o arco-íris que é a humanidade.

Não sei quem vem de lá. Saúdo com um salve. Não sei quem vem daqui. Saúdo com um salve. Descubro algo sobre a pessoa ou ação que vai muito além da mistura das cores. Há muito mais humanidade na humanidade que pergunta se é justo, humano, digno.


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